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Sua empresa está alavancada? Entenda se é isso é bom ou ruim!

Em uma organização, é muito comum o sócio se aproveitar de recursos de terceiros para fazer essa alavancagem e auxiliar no crescimento da sua organização.
quarta, 24 de fevereiro de 2021

A alavancagem financeira é um termo bem popular no mundo dos investimentos, ela tem como principal objetivo potencializar a rentabilidade dos capitais próprios de uma empresa e o lucro de seus acionistas. Assim, esse método funciona como um multiplicador do capital próprio. Em uma organização, é muito comum o sócio se aproveitar de recursos de terceiros para fazer essa alavancagem e auxiliar no crescimento da sua organização.

Não há nenhum problema nisso, porque é uma excelente forma de aumentar os resultados e atingir uma maior rentabilidade, pois o capital de terceiros, mesmo sendo oneroso, pode ser mais barato do que utilizar os recursos próprios da empresa ou dos sócios para financiar a operação.

Porém,  existe um risco dessa alavancagem ter um efeito inverso , pois há um limite aceitável para esse “endividamento”, caso ele seja ultrapassado, a empresa passa a ter uma dívida maior ao retorno esperado e passa a possuir um sério risco de insolvência, ou seja, de não ter mais dinheiro suficiente para honrar seus compromissos e ficar “doente” por causa disso.

Dessa forma, como uma avaliação médica, cada empresa precisa ser analisada por um profissional especializado e qualificado para dar o diagnóstico de Endividamento, até mesmo para entender o contexto que a empresa está inserida e as reais estratégias dos sócios para fazer um tratamento assertivo.

As causas que favorecem essa doença são inúmeras, como:

•             A utilização excessiva  de cheque especial: deve ser utilizado somente para casos emergenciais, no entanto, é comum empresários usarem e abusarem do cheque especial sem avaliarem as consequências.

•             A  antecipação de recebimentos sem estudo prévio: Esta prática pode gerar excesso de despesas financeiras sem a devida capacidade de caixa para quitá las, o que pode incorrer em um imenso endividamento de curto prazo.

•             Excesso de empréstimos de curto prazo:  Ter fácil acesso para contrair pequenos empréstimos junto a bancos, como “crédito de capital de giro pré liberado” e outras nomenclaturas atraentes, pode levar ao inevitáveis dívidas onerosas que costumam ter juros altíssimos e nada amistosos.

•             Estilo muito arrojado do sócio: Esse perfil de sócio prefere financiar toda a empresa com capital de terceiros, nunca com capital próprio.

•             Falta de garantias para aquisição de empréstimos de longo prazo: Os ativos imobilizados da empresa costumam ser as garantias para contrair empréstimos de longo prazo, mas se esses ativos já estiverem financiados, o empresário não tem o que oferecer para a instituição financeira.

Mas se você estiver em um situação parecida, não se desespere! Existem uma série de medidas que  podem ser tomadas para se tratar com ajuda do seu especialista, como por exemplo, o aporte de capital para aumentar o capital próprio da empresa, que também pode  ocorrer através de investidores.

Outra alternativa pode ser a venda de imobilizado sem uso e com baixo retorno. Caso a Estrutura de Capital, representar que o Imobilizado de uma empresa é 3,21 vezes maior que o Patrimônio dela, valor significativo, que pode representar algum bem comprado de forma desnecessária.

 Além disso, a renegociação de dívidas e prazos com os credores podem causar um impacto bem positivo, mas antes de qualquer decisão, procure ajuda do seu médico especialista, seu contador consultor.

Fonte: Joarês Tártari Fonte: Produzido por CSC e NUCONT
 
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